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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ecos retumbam do passado


No silêncio das minhas horas, arrasto o meu manto de brocado pelas saletas palacianas do meu íntimo olhar.
Carrego nos braços a brisa da calcinação dos tempos idos e sorvo nos lábios a neblina do esquecimento.
Ergo a candeia da minha alma, num fogo crepitante de húmidas calcificações tácteis, para um pregaminho!!
Solenemente ,arranco a sua seiva pungente para me revitalizar de apoteótico estado febril em que sonho.
E eu, implacável arauto de bondade, curvo-me sobre os teus despojos e ilumino-te com a minha candeia!
Observo-te silenciosamente, sem receio, do recanto de mim mesma!
E distendo o meu braço para ti!
E ouço-te murmurar...e cada sílaba retumba no meu âmago...forte...grave...avassalador!
Eco do passado, amortizado, exasperado, destilado...e assim te entregas...puro sal da minha terra!