quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Vagos Open Air 2011 + Férias + Regresso e blá blá blá
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
De malas quase prontas
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Saint John
Muito bem acompanhada lá andei eu, apesar de estafada pois de Odemira ao Porto ainda são 7 horas de viagem... a verdade é que o ritual foi cumprido e lá andei na "martelada"...


Também queria tirar uma foto decente para elucidar o meu namorado sobre balões de São João, que neste noite vagueiam solitários no céu limpo. O resultado não mostra grande brio da minha parte, enfim...tentei...

Mas de facto deparo-me agora com sentimentos ambíguos, resultado da maturação interna imprimida pelo tempo. Essa mesma cidade não me conseguiu dar um sustento, uma oportunidade sequer. Por essa razão ou quem sabe até pela multi ocupação de postos de trabalho ainda se vão afastando os munícipes para outras regiões, como é o meu caso que me encontro a aproximadamente 500 Km de casa. Por outro lado já aqui no Alentejo encontro não só a oportunidade de ganhar experiência como a possibilidade de me iniciar na minha independência e esse silêncio próprio da "nossa casinha" já ninguém pode alterar.

terça-feira, 23 de março de 2010
Heavens
E dou por mim a pensar "wooow, weird :D"
Poeta Castrado, Não!
Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegada poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
De fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia !
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!
in SANTOS, Ary dos. - Resumo. Lisboa, 1973.
