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terça-feira, 9 de setembro de 2014

O bom filho a casa torna

De todas as coisas que mais me têm atormentado é saber que descurei o meu cantinho. E de saber o motivo. 
Nada de sentimentalismos...perdi a motivação. Mas não foi só nesta actividade. 
Tentando saír desta apatia foram tomadas decisões e no fundo da questão era necessário regressar. Como diz o bom adágio português...regressei porque preciso disto. 
Quantos pensamentos se me ficaram apenas pelo "sonho acordado" das palavras pensadas e não escritas.

Decisão-base: saír do buraco.

Reflexão: Há cinco anos atrás saí da minha "zona de conforto", ou seja, casa dos pais, para atender à única oportunidade concreta até à data relativa a trabalho. Lá vim eu de mala aviada e computador atrás. Mal aterrei nesta terra não senti qualquer tipo de empatia, nem pelo lugar, nem pelas pessoas. Mas o dever da independência chamava por mim e então lá fiz das tripas coração para me vergar um pouco. Habituada que estava a ser sempre a pessoa estranha e a pessoa que fazia umas avaliações estranhas das coisas. Torci o meu orgulho e cá me deixei ficar. 

Chegada ao meu local de trabalho posso dizer que a minha adaptação não foi uma maravilha. E o que é que aconteceu? Fácil, pessoas. Ora é que eu cá tenho os meus conceitos sobre várias coisas como: educação, personalidade, competição, organização e até trabalho de equipa vejam lá! Toda uma panóplia de coisas que tenho guardado cá dentro, boçalidades para muitos. O choque começou mesmo quando tudo se estava a tornar numa angústia persecutória e nem uma alminha para compreender o meu sofrimento. Se fosse aborrecer os meus pais com todas as contrariedades que me aconteciam coitados, entravam em pânico com a distância. Não, lá me fiz de valentona e embrulhei tudo. E pensei que com isto me poderia fortalecer. Até certa medida acho que consegui. Fui aprendendo a contornar os problemas e a saber enfrentá-los. 

Devido à distância física de tudo o que eu conhecia melhor e gostava, não foram raras as idas aos correios para enviar o meu currículo para tentar fugir daqui o mais rápido possível. Fui inclusivamente a algumas entrevistas e tristemente, apesar de estar a trabalhar, haveria sempre um "não tem experiência em..." que se entrepunha à minha vontade.

No entanto o tempo ia passando e então decidi deixar-me estar sossegada uns tempos para conseguir experiência de trabalho e também o dito "tempo" que em muitos locais me era exigido.

Concentrei-me mais no meu enriquecimento a nível de conhecimentos, o que também não foi fácil nem motivado por quem devia. 

Vida social inexistente. E em boa parte a culpa é minha, ainda hoje o é. Sempre acabo por me deparar com pessoas que acham tudo em mim estranho e nem se dão ao trabalho de tentar perceber. Acabam por me catalogar e pôr de lado. Mas tudo bem, lá tive que superar isso também.

A certa altura Portugal mergulha a pique na crise e o que é que acontece? Cessam os concursos públicos e cessam as minhas remotas chances de voltar, pelo menos ao norte.

Então e agora deixo-me estar? Sim, deixei-me estar.

Por incrível que pareça acontece algo bom, conheço o meu namorado e ele vem viver comigo aqui para  a terrinha. Ora versada que estava já a nível de conhecimento das personalidades-tipo daqui cedo o fui ouvindo tecer comentários muito certeiros. Afinal eu não estava louca :D

Muitas vezes se ouve na televisão que Portugal recebe elogios rasgados como bom anfitrião. Estou convencida até hoje que o meu insucesso nesta terra poderia ter sido revertido se: fosse de facto uma turista estrangeira, tivesse dinheiro aos molhos, andasse sempre pelas tascas a apanhar brutas bebedeiras, me incluísse no grupo das alcoviteiras, passasse horas a fio na praça a "controlar" quem passa, onde vai e com quem vai. Ah! E por último, olhar qualquer estranho com desdém e de cima a baixo como se nunca tivesse visto um ser humano na vida. Até hoje não consigo entender esta cultura, este desnível humano, esta falta de tanta coisa. Conclusão: eu odeio esta terra e esta gente e não vou ter saudades disto!

No trabalho, acabo também por desistir de lutar contra a maré. "Todas as pequenas vitórias me souberam a pouco", como já antes dissera aqui. Tornou-se uma cruzada diária estar naquele sítio, a ver as mesmas pessoas a tomar partido das situações em vez de serem punidas. Então deixem-se lá ficar com essas pessoas medíocres que não estão interessadas no sucesso da instituição mas sim em se fazerem passar por "chefes" da malta e terem todos sob a sua rédea. Comecei a dar por mim num estado de alheamento total, quase como se estivesse a ver as coisas do lado de fora.

Tudo isto parece muito mau e foi...mas adquiri instrumentos para seguir adiante. Não me adaptei, é a vida, assumo e vou então à minha vidinha!

E foi então que se deu o tal empurrão. O tal, não consigo mais respirar e vou-me afogar. Chega de hipocrisia e injustiça, tem que existir um lugar melhor para mim. E vou à procura dele!

Não sei se o encontrei mas só pelo facto de ter conseguido saír deste buraco com um certa solidez, já valeu a pena! Mas não tem que ser sempre assim...não é?

Decisão tomada: novo emprego, nova vida.

Por isso que preciso disto, deste sítio, porque agora parece que vou recomeçar finalmente o que já devia ter começado!

Até breve!



sábado, 6 de julho de 2013

Coisas e loisas

Já toda gente sabe que está um calor de morte!... Aliás nem me vou queixar. Como dizia um senhor há dias na televisão "Alentejo sem calor não é Alentejo". Ora pois, nem mais!

Digamos apenas que de minha casa ao trabalho são aproximadamente 5 minutos a pé (a subir, diga-se) e ontem com 40 graus cheguei ao dito sítio completamente encharcada :) boa forma de começar uma jornada de trabalho!

(sim, sou eu a cantar :/ não se nota crlh?)

Dos últimos tempos tenho a dizer:

- quando alguém tenta ser bom no que faz chateia muita gente. Primeiro são as birras de quem não gosta de ser chamado à atenção, depois é a má educação dessas mesmas pessoas e depois é por porem em prática a célebre frase "prender o burro!". Pois bem, há pessoas que ainda conseguem descer mais baixo nas já baixas expectativas que temos delas e o que fazer em tais situações? Como dizem os outros é IGNORAR O ÓBVIO!

- pessoas que desperdiçam tempo de vida porque simplesmente não lhes apetece, não podem depois fazer uma batalha titânica para mostrarem aquilo que não sabem, nem nunca souberam fazer. Como diz um dito anúncio "mostrar os dentes ou mostrar serviço". Ora pois, eu cá sou da segunda parcela!

- sabem o que são pessoas aproveitadoras? São de evitar, porque pedir é com elas e retribuir já lhes é mais difícil. Tenho que ter mais atenção a "negócios" que não me beneficiam mas estou quase lá. Também tentar travar os lucros dessas pessoas é difícil porque são magnanimamente obstinadas :/

- a aguardar confirmação para um próximo desafio...fingers crossed!

- livros do passado a ressurgirem fazem-me pensar que podia simplesmente não estar neste terrinha. Parece que caí num buraco demasiado fundo para poder escapar :/ não me enquadro aqui, não gosto disto, às vezes sinto-me a mais, a maior parte das vezes sinto-me isolada com o meu sentido de "excelência" :/ todas as pequenas vitórias sabem a pouco aqui!

- a televisão dos pobres (como lhe chamo carinhosamente), a qual me obrigam a pagar na fatura da luz está cada vez mais decadente. O Domingo passou a ser o dia "pimba" da semana em 3 frentes. Só me resta recorrer a série e filmes gravados para me alienar um pouco com a 'caixinha mágica'...

- quando era pequenina e ia frequentemente à aldeia onde moravam os meus avós, os restos das refeições eram guardados num balde, o qual a minha avó diligentemente doava à "Sandrinha da lavadura". Meus caros a dita lavadura eram os restos de comida que iam para os porcos comerem...ultimamente penso que é essa obscenidade que me tentam impingir no prato. Estarei a tornar-me demasiado refinada à mesa? Com o pretexto da crise há gente a pôr mão no nosso dinheirinho e prontos a chamarem-nos mal-agradecidos...precious!

- vi um lacrau morto aqui perto de casa :/ quero voltar para a urbe please....

- Santa Maria Summer fest 2013 tinha punks, punks a sério meus caros, não estes pseudo-punks-betos daqui...fãs de Green Day :/

- quando alguém nos revela puerilmente que rouba objectos mas devolve se forem reclamados, que devemos pensar / dizer / fazer? Eu cá fiquei com os neurónios paralizados...

- ao ler a Visão tive um grande ataque de aborrecimento, até na crónica do Lobo Antunes e Ricardo Araújo Pereira...valha-nos a colecção da Guerra dos Tronos em livro...sim porque não há melhor cinema que o meu cérebro para estas coisas

- No livro que estou agora a ler, quando surge a palavra 'taiga' parece que entro num mundo à parte cheio de neve, florestas brancas e música angelical...a Sibéria deve ter sido a minha terra noutra vida!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O silêncio tem uma fatura cara

Do péssimo hábito das conversas curtas, tenho a dizer que concluí que já não consigo mudar. Por isso, peço desculpa a quem se escandalizar com a minha aparente falta de léxico.

Os entendidos do zodíaco talvez possam confirmar que os nativos de Touro são normalmente pessoas reservadas, calmas e que transmitem segurança. Eu diria que sim, sou assim! 

Mas...a explosividade acontece quando o chamado "saco enche" e aí não há quem cale/pare um touro em fúria! Finda a analogia visual, tenho a dizer que não sou pessoa de conversas fiadas. Quando estagiei, ficava horrorizada quando via colegas minhas a debitarem semelhante discurso por segundo que até tinha medo que os doentes pensassem que éramos todas maluquinhas! Eu nunca consegui ser assim, nunca falava muito mas facilmente obtinha as informações mais rebuscadas e algo secretas dos meus pacientes atribuídos. Ora, penso que isso até é uma vantagem, ter informação que em determinado momento possa realmente ser importante. 

Hoje em dia considero-me mais comunicativa do que nessa altura  mas mesmo assim sem grande "conversa que não sei bem de onde veio". E mantenho-me assim! Que me importa que as pessoas se incomodem com o meu silêncio? A mim incomoda-me a sua diarreia verbal, por isso estamos quites, ou lá como se diz! 

Relativamente à questão do "explodir", é um facto que, e vou dizê-lo abertamente, aturo muitas merdas hoje em dia. Enquanto alguns pensam "onde trabalhas é super calminho" ou "deve ser um silêncio e paz com todas aquelas pessoas a morrer", isto só me dá vontade de gargalhar e bem alto, assim de modo histérico estão a imaginar? Porque, calma aqui não existe, nunca ninguém está sossegado porque sempre existem reclamações, coisas mal feitas, coisas por fazer, por criticar, queixinhas, etc. E o conceito de pessoas a morrer para mim é um pouco diferente, até porque ninguém gosta de levar porrada de quem supostamente está "quase a morrer", hmm bem é porque se calhar essa pessoa está apenas debilitada e a receber cuidados de saúde numa instituição de saúde, não tem um passe directo para o além mas prontos coitadinha dela! Gostava que as pessoas não fossem tão ignorantes mas são, é um facto, até já me custa batalhar contra isto mas que hei-de fazer? 

E do explodir posso garantir algumas coisas: dou sempre uma oportunidade para as pessoas mostrarem o que valem, se forem só "mais uns cabrões" para a longa lista, esqueçam que eu existo para o que quer que seja porque eu automaticamente passo a catalogar-vos, de memória, como lixo e correm o risco de eu ser extremamente mal educada e ignorar-vos; não suporto pessoas sem humildade e que pensam que sabem mais que as outras baseadas numa auto-teoria de pensamentos inteligentes. Amigos, os  vossos erros crassos falam por vocês; pessoas que só sabem dialogar comigo com perguntas pormenorizadas até para saber que marca de iogurtes eu como estão em zona de risco, e normalmente não gostam de expor a sua vidinha, curioso; pessoas que fazem/tentam fazer as outras de parvas e de algum modo até conseguem só estão mesmo à espera que o mesmo lhes aconteça e não é que acontece mesmo?; pessoas preconceituosas é outra banalidade que adoro pescar por aqui e por ali, por isso não se admirem se eu vos tentar fazer 'ver a luz' e derem por vocês a pensar que eu afinal até sou uma pessoa normal porque vou ao supermercado comprar comida,yey!

Enfim, a natureza humana é tão bela que até dá náuseas! E afinal eu sempre falo mas não é quando vocês querem...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Update...


Sempre tive o terrível defeito de me tornar ansiosa em demasia quando se aproximam as férias. Cresce dentro de mim um emergente enjoo para com todas as situações que tenho de suportar nos dias próximos à “libertação”. Nunca soube controlar isto. Mas em 3 anos de trabalho penso que o pior “estado de enjoo” passou-se agora muito recentemente. Por isso que engrenei tão bem no estado de férias. Um estado em que, maravilha das maravilhas, não aturo egocentrismos, futilidades, burrices, atrasos de mentalidade, etc. Além de situações gratuitas, há que saber evitar as colisões aleatórias. É bom controlar estes nossos dias tão sagrados. De qualquer modo, estes minutos são tão meus que só me apetece sorrir só de “escutar” a calma que circula por onde vou...e é tão bom ter tempo e vontade e energia para fazer mil e uma coisas nestes dias. Ouvir uma boa música, ler (mais) um bom livro, preparar uma receita nova, reorganizar objectos, gargalhar com um bom filme, ver o mar...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Big Hail to Hypocrisy

Eu sei perfeitamente que o mundo é, actualmente, um lugar podre por onde se perfilam pessoas vis. Sim, eu sei disso, não sou assim tão pueril.

Agora certas atitudes dessas tais pessoas fazem-me questionar para mim mesma, se de facto eu é que estou a proceder mal com essas pessoas. E se, de facto, assim se justificam as suas atitudes de carácter pouco amigável para comigo.

E é delicioso constatar que não se pode levar mesmo ninguém em boa conta, pois no seu íntimo as pessoas realmente não gostam de mim. 

Ao que lhes falta em frontalidade, sobra-lhes em hipocrisia. Era muito mais simples ignorarem as pessoas de quem não gostam para não lhes incrementar uma certa esperança de que afinal, até não estamos sós. 

Mas obviamente, essas alminhas até dão jeito para que a vida dessas pessoínhas possa ser manipulada a seu bel-prazer.

Acreditem que um dia ficamos a saber definitivamente que não somos desejados, escusava era de ser em filme estilo conspiração grupal.

E agora vamos lá minimizar o dano e dizer que foi esquecimento ou algo do género.

domingo, 18 de setembro de 2011

Não é que eu tenha uma semana de trabalho como os comuns mortais mas.....


E lá está, a teoria repete-se. Porquê? Porque acontecem pessoas! Et voilá!! Mas gostar gosto mesmo é do Garfield :P

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Divagações

Ultimamente ando com uma certa aversão a pessoas. Esses seres muitas vezes execráveis que me rodeiam.

Acredito que estou a desenvolver uma visão tão negativa das pessoas que dificilmente conseguirei ser mais sociável do que aquilo em que me tornei. Actualmente prefiro as pessoas ou heterónimos virtuais que vejo apenas quando me interessa ou apetece. 

Quanto àquelas pessoas que por aí andam, a chocar permanentemente com o meu espírito sensível, tenho algo a questionar. Como conseguem ser assim tão miseráveis? É por terem um bom carro, um bom telemóvel e boas roupas que já se acham repletas de interesse e superioridade quanto aos outros? Pois bem, neste momento só posso sentir pena. Porque vivem mergulhados numa felicidade efémera e superficial. E por causa disso também desenvolvem sentimentos superficiais e pensam que as pessoas à sua volta tem obrigação de serem sempre aquelas que dão o primeiro passo para as abordar, ou por outro lado estão bem abaixo do seu "nível". 

Sinto-me muito desiludida com as pessoas, em geral e algumas em particular. Eu sei que posso ter mudado mas penso que, em certos pontos, me obriguei a mudar para o bem da minha própria sobrevivência. Logo tive motivos racionais para tal. A vida não é fácil para ninguém e vivê-la sozinha é igualmente difícil. 

Algo importante é valorizar-mos aquilo que temos e aquilo que conquistamos com o nosso trabalho e com a nossa personalidade. Pelo menos deixamos de ser uns meninos mimados que se aborrecem com os constantes presentes recebidos, perdendo até o respeito por aquele que nos mima. E ser-se assim pode até dar direito a serem perdidas as amizades mais puras que temos. Já alguém dissera que as amizades devem ser alimentadas e é bem certo. Uma verdadeira amizade baseia-se na dupla partilha de experiências e não num infindável monólogo. Por isso "reguem" os vossos amigos para que recebam o verdadeiro sentido de amizade.


sábado, 30 de julho de 2011

Sabem uma coisinha que me irrita?

Pessoas que escrevem terrivelmente mal, que escrevem textualmente como falam, que dão erros crassos de ortografia.

:/

É que o meu encéfalo logo se arrepanha e contorce (hehe), enfim que hei-de mais dizer? Ódiozinhos de estimação!

Conselho: leiam,  mas leiam muito para ver se conseguem adequar a visualização da palavra bem escrita, exercitar a memória e praticar...bem como é óbvio!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Há gente tão mas tãaaaaaaao reles que deviam andar mesmo com a cara chapada na parede....

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A precisar de me elevar (mais uma vez) da podridão humana


Nem mil e um corpos desnudos e cruamente expostos 
Como cadáveres lascivamente degolados,
Despojados de vida,
Boiando em pântanos de vómito, sangue e entranhas
Apodrecem mais o mundo que a hipocrisia
Dos sob-viventes da raça humana.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Aqui pelo Alentejo de momento não existem novidades, tudo segue o seu caminho normal. Está calor e começam a chegar turistas e veraneantes que circulam por estes lados.

Mas existe algo que se renova constantemente e é alimentado principalmente por aqueles que não têm mesmo mais nada para fazer do que se entreterem a vigiar e comentar a vida alheia. 

Não tenho paciência para esse tipo de atitudes e sei bem que não é só aqui que existem esses tipos de pessoas. 
Porém e embora tenha uma vida simples (a combinar com a terra) e me tente abstraír, algumas coisas  são impossíveis de não ver/notar e se há algo que prezo muito é a minha privacidade.

Encontrei esta frase de Plauto que ilustra, em certa medida, o que penso:

"A curiosidade faz-se acompanhar sempre pela maledicência. "

Ora pois, quem comenta a vida alheia aqui não será para tecer elogios e já tive a prova de que aqui muita coisa se sabe e se comenta. 

Em particular a "senhora" que habita no andar por baixo do meu é conhecida por ser uma verdadeira regateira. 
Infelizmente já fui vítima dos seus discursos de seca e sem conteúdo ou o mínimo interesse, adoptei portanto, ainda mais, a atitude de ignorar ao ponto de evitar ao máximo cruzar-me com ela ou permitir que o discurso vá além do cumprimento da praxe. 

Hoje, por exemplo, essa tal pessoa apercebeu-se de eu saír de casa acompanhada (por uma convidada que de certo já lhe disseram ou viu que está cá) e estava na cozinha da sua casa, pelo barulho que ouvimos quando passamos. Circundamos a casa para irmos ao café quando a minha acompanhante exclama "Oh mas a mulher estava na cozinha e já está ali a espreitar pela janela da sala?"!!! 

Pois é caríssimos, a curiosidade é tanta e por algo tão trivial que até desperta vontades em realizar corridas de uma ponta a outra da casa :D eu devo ser mesmo alguém muito importante para ser controlada e espiada assim...

Deste espécimen já soube, por uma antiga colega de trabalho, que foi atrás dela para lhe fazer perguntas sobre mim, quando para cá vim morar. Até que ponto isto chega! Eu não quero envelhecer e tornar-me nisto :S

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ando sem paciência para quase nada, ando intolerante, aborrecida, apetece-me um milhão de coisas que são impossíveis de ter neste momento. Acho que o meu cérebro anda, subrepticiamente, a remoer em algo e anda a pedir-me muita informação. Provavelmente para contornar também a lixeira que é obrigado a "processar", sobretudo anda a pedir-me para ver coisas bonitas. Como isto:


Alphonse Mucha

preciso rapidamente do fim-de-semana e que rapidamente me livre, também, de um cenário que me anda a aborrecer.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nos últimos dias tenho me deparado com certas atitudes que me põem a pensar "mas que raio de educação teve esta gente?". Existem conceitos que nos são incutidos na infância e que, apesar de não serem descritos literalmente são apreendidos também pelos erros e pela consequente correcção. Assim se aprendem as ditas normas sociais. Ora portanto, quando alguém "passa as marcas" é óbvio que facilmente o identifico e, dependendo do grau, me afectará mais ou menos. Já agora para essas pessoas aqui fica uma dica: boa educação nunca é demais, se se acrescentar humildade será perfeito. Principalmente no que toca a, ao se reconhecer que ofendemos alguém, consigamos pedir desculpas convenientemente.

sexta-feira, 11 de março de 2011

O que ontem só me ocorria...

...ABÉCULAS...

É o que tenho a dizer sobre certas e determinadas pessoas.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Desabafos

Tenho andado tremendamente cansada. A culpa é inteiramente do trabalho porque eu bem que me ofereço para ficar em casa a descansar mas insistem que tenho que lá estar, que sou imprescindível! :P
Fora de brincadeiras, estes dias têm sido bastante duros e a vontade é pouca para os meus vícios. De qualquer modo vou ter uma pausa este fim-de-semana e será para o aproveitar ao máximo. Lá vou eu apanhar os revigorantes ares do Porto, cidade mais linda cheia de gente sem a qual se perdia a minha identidade.
Há tanta gente que não nos dá valor e nem sequer sonham aquilo por que passamos. Às vezes cansa e muito mas quem tem a verdadeira vocação não consegue virar costas. Keep holding on!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Há dias em que tudo começa bem e num determinado momento estamos entalados com a dura realidade da indiferença alheia. Invisto em todo e qualquer pormenor que possa tomar proporções adiante e dar-me dores de cabeça. Cada dia-a-dia passou a ser uma luta pessoal constante para atingir uma perfeição utópica. Disto resulta um cansaço psicológico extremo pois todos os sentidos têm que estar "super" alerta e todas as frentes têm que estar bem guardadas. Mas continuo. Isto para eu própria puder descansar quando abandono as tarefas. E cá estava eu, contente com mais uma boa investida. Segura que quando virasse costas ninguém iria a correr ligar-me ou ficaria a falar de mim por má (suposta) conduta ou desleixo. Sim eu estava bem mas tive que deixar de estar. Apenas e somente porque este esforço que tem que continuar já que a indiferença pela sua existência atingiu o topo. A quase maior proporção que temia. Injustiça está na ordem do dia e continua a passar recorrentemente pela minha cabeça. Mas tenho que continuar e apesar de algum choque inicial só tenho é que me erguer e continuar a lutar...quem sabe não sou eu que no final vou ignorar e desprezar quem está a merecer? Quem sabe um dia afinal eu até vou fazer falta naquele sítio porque só eu sabia ser como sou, só eu ganhava aquelas batalhas diárias. Só mais um pequeno esforço para ir respirar fora daqui.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sufocada. Nervosa. Pânico...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

I let the pieces lie just where they fell

Ando estranha, confesso! Sinto-me vazia, febril, apática e prefiro mil vezes entupir-me de trabalho, esgotar-me, estragar a minha sanidade mental com burocracias e ninharias, do que deixar-me pautar pelo torpor rotineiro dos dias daqui. "A ocupação corta a corrente mórbida de pensamento" e é tão verdade que dói. E prefiro mil vezes perecer na cama sob uma exaustão profunda, induzir-me num coma preto em que nada acontece do que estar a respirar estes sentimentos que me magoam tanto. E é tudo confuso, mas já começo a ver claramente, já me começo a ver e já vejo a minha silhoeta a percorrer uma rua solarenga de Inverno...E isto? Não perguntem sobre o que é, é um desabafo...


sábado, 5 de setembro de 2009

Actualizações II

Podem-me achar tótó mas tenho saudades das minhas botas :) Tivemos um breve encontro para o Festival Ilha do Ermal e os dias que me foram proporcionados circular pela Invicta!...

Foi só um desabafo :)



E eu nem aprecio Iron Maiden mas pronto...

domingo, 14 de junho de 2009

Anjo e Demónio

Na marcha turva da minha existência, como ser submerso no Universo e subserviente dos seus teoremas, acho-me num jogo de rotações como uma boneca de trapos, inanimada!
Acredito que a nossa energia, colide com a do Universo alheio e tem uma acção... E acredito que já encontrei alguns "sugadores" da minha energia... Queria que me esquecessem, que parassem de enviar mensagens que não terão resposta!
A sobrevivência é algo que devemos zelar, na protecção e preservação do nosso espaço, na manutenção do nosso equilíbrio interno, no rodopiar normal do nosso humor... Não quero ser consumida por inveja, por presunção, por egoísmo nem pela maldade! Quero viver e deixar viver, sem incómodos de maleficiência!