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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Contra os grilhões invisíveis

Ao som de 'Fragile' dos Swallow the Sun...

Porque a vontade consciente me impele,

Assim eu persigo a minha existência.


O agrilhoador fustiga-me com constantes moralismos
De opróbrio secularmente ultrapassados,

Olhares oblíquos de desaprovação

E toneladas de silêncios perturbadores.


Eu era, o eterno infante da bondade e sapiência,

Perpetuado num cálido corpo supostamente indefeso!

E o meu calor por já não te pertencer,

Apunhalou de chofre o teu ego,

Esbofeteou-te com a realidade que querias Ignorar...

Protecção?!

Já não me consegues demolir,
Porque a minha vontade finalmente se está a

Emancipar, porque o silêncio subserviente já não

Me serve no corpo!

Já não me assenta no ímpeto da introspecção!


E se não tenho os teus aclamados valores

É porque eu sou o meu próprio racionalismo!

E tudo que já conquistei contra a tua vontade,

São as vitórias da minha independência!

E tudo que me fez feliz longe de ti,

Não pode ser surripiado pelos ardis
Invisíveis que ainda me queres lançar.

Por mais que te lamentes,
Já me tinhas perdido,

Eu já não sou tua, há séculos...


Eu sou do mundo e de quem me estava destinado...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Como eu gosto de ver expressões de falsa importância, quando me declinam em tom de piedade, uma pergunta que me enfurece profundamente:

Mas afinal o que fazes tu durante o dia?

Isto acompanhado de trejeitos faciais, encolher de ombros, pequenos sorrisos contorcidos e disfarçados, tudo embrulhado naquela bela forma social de pretensão, de piedade e algum cinismo pela situação em si!

Eu só posso remoer, responder torto, ficar chateada sem que nada disso me leve de facto a alguma alteração significativa para o problema em questão! Posso sim, por em risco de me afastar de quem gosto por, em algumas circunstâncias, a sua felicidade me fazer mergulhar ainda mais no meu próprio descontentamento.

E ouvir repetidamente o mesmo discurso de encorajamento, sendo bem-vindo apenas aquele que procede de quem realmente se importa mas a rejeitar aquele que provém apenas de "boas maneiras". Isto não é apoiar, muito obrigado mas prefiro que me ignorem!

Se calhar isto é apenas uma má fase, ou antes uma péssima fase que faz desmoronar até a auto-estima! Então surgem os defeitos em tudo...a minha persistente incapacidade em gostar do que quer que seja, de ser amável para os que merecem, de me entediar com tudo! Se calhar até posso voltar as costas, se calhar estou novamente na fase "revoltada com o mundo"...mas sinceramente é isso que ele merece...e não só de mim mas só por mim própria posso falar.

E pensar demasiado na mesmíssima coisa, um defeito terrível que tenho, não me está a ajudar...e eu sei que não estou sozinha...eu sei bem quem são as pessoas que ainda me fazem reter alguma calma! E eu sei por quem tenho que manter a vontade alerta, porque tudo há-de dar certo para nós, mais cedo ou mais tarde! Certo?

E que faço eu afinal? Hum...vejo o sol nascer, ouço estranhos à volta da minha casa a "viver", visto-me em pretensões de "fadinha do lar", desfruto do que mais gosto -leitura e música-, literalmente azucrino a paciência dos que vivem comigo e vou passeando pelos silêncios dos dias à espera que a oportunidade surja, emergente! E o silêncio custa suportar agora! Porquê? Porque deixa-me com pensamentos, em corrente mórbida que em nada ajudam à positividade! E por fim, dado o dia por encerrado, chega a Lua para me dar as boas noites pela janela do meu quarto!

Mas vou sobrevivendo! E vou tentando atenuar esta fase que já perturbou muita gente à minha volta, encerrando capítulos diariamente!!!

Esta agressividade que ainda me caracteriza...e que ainda se mantém residual!