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quarta-feira, 8 de maio de 2013

The Divine Image

Cruelty has a human heart,
And Jealousy a human face;
Terror the human form divine,
And secrecy the human dress.

The human dress is forged iron,
The human form a fiery forge,
The human face a furnace seal’d,
The human heart its hungry gorge.

- William Blake

- From: Songs of Experience


quarta-feira, 18 de abril de 2012

 Foto: José Pacheco - http://www.facebook.com/Zelloween


"Nunca a alheia vontade, ainda que grata,
Cumpras por própria. Manda no que fazes,
Nem de ti mesmo servo.
Ninguém te dá quem és. Nada te mude.
Teu íntimo destino involuntário
Cumpre alto. Sê teu filho."

Fernando Pessoa 
 
Extraído de  http://www.astormentas.com/pessoa.htm

quinta-feira, 19 de maio de 2011


Marc Chagall, O mito de Orfeu


"Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto, a ver se o meu canto compromete
A eternidade no meu sofrimento."

Miguel Torga, Orfeu rebelde

quarta-feira, 9 de março de 2011

Baba*Baba*Baba*

Ora reparem lá que nome é citado nesta dedicatória do livro 'A Cor Rubra da Noite', ora pois já se adivinha :D



Coragem

Cega-me de uma vez,
Oculta-me a lucidez, tenacidade não te falta.
Mata-me numa apoteose de poder.
Nada adianta...
Não há barreira no amor que sustente
O pecado de querer esquecer.

('A Cor Rubra da Noite' de Diana Pereira)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Uma luz quente turvava o momento
Na quietude que já imperava
E fez reflectir duas sombras
Numa veleidade compassada...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novidades do Porto

Estou, sem sombra de dúvidas em pulgas para publicar esta foto do blog Solilóquio  :


A minha amada Diana é bela e graças ao concurso do Ministério da Poesia edita o seu primeiro livro oficialmente. Haverá um encontro informal na Quinta da Caverneira (Águas Santas), dia 30 de Outubro, que terá por base o lançamento do livro. Tenho mesmo muita pena de não poder ir mas ela decerto sabe que 500 Km são difíceis de encurtar!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

E ao 3º elo se completou o círculo

De três partículas eclodiu este átomo,
Que em bloco se movia pelos corredores.
Pelo futuro em combustões de desacato
Dobrou o furor nas esquinas dos admiradores.

Das personalidades distintas na leve harmonia
Pendiam os galhos da amizade
E floriam nas mãos unidas, os versos da apostasia
Cânticos sagrados da verdade!



Este poema foi escrito para o concurso Ministério da Poesia. Encontrei-o hoje e fez-me recordar tempos passados!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Porque me alegras os dias

 (desenho by me, the kiss)

"I dreamt a dream!  What can it mean?
And that I was a maiden Queen
Guarded by an Angel mild:
Witless woe was ne’er beguiled!
And I wept both night and day,
 And he wiped my tears away;
      And I wept both day and night,
      And hid from him my heart’s delight."
 
(The Angel in Songs of Experience, William Blake)

sábado, 5 de junho de 2010

Lay your head down at my chest

Ser-se unidireccional neste mundo é um erro,
E reger-se por uma só corrente é aceitar um fado
Cristalizado e dramático.
Às vezes a minha mente é demasiado rígida
Como uma vara que sustém uma planta.
Preferia ser apenas a planta,
De caule vigoroso independente
Que estende as suas folhas, largas e sedentas
A um sol fosforescente!



domingo, 7 de junho de 2009

A sereia solitária


Sob o crepúsculo lunar,

De uma qualquer lua do Universo,

Acossado por cânticos loucos

De invocações ancestrais dá-se

A génese do ser aquático,

Carpido de promessas de ventura.

Formosa, esguia figura que enlaça mortalmente

Os néscios que se deixam cativar,

Nas ondas do seu caudal!

E entoando as profecias da sua concepção

Finca as garras no sopro da vida alheia,

O néctar da sua sobrevivência!

Noiva estelar emergindo de águas

Pulsantes de obscuras formas de vida!

Irmã abençoada no altar do plenilúnio

Encoberta de véus flutuantes,

Ventos visíveis, magenta!

Na alquimia perfeita de sombra e pálida luz,

O clamor do nascimento, o abrir de olhos,

O expulsar da dormência!

Recoberta da vida marítima,

Em torno dos seus fiapos de cabelo, flutuando

Se dá o início, o primeiro passo...o caminho...o horizonte!


(um dos poemas enviado para o concurso de novos talentos 'Ministério da Poesia 2009')

sexta-feira, 27 de março de 2009

Sei de um rio

Acredito na imensa pluraridade do Ser Humano, em como os seus gostos variam exponencialmente na sua alma, em como o seu aspecto plástico exterior nem sempre caracteriza com acuidade para os outros estes "deslizes" por eles interpretados. Na realidade, é duro apercebermo-nos que aos olhos dos outros somos diferentes, mas reflectindo acima da neblina percebemos que se constatássemos que somos regulares e monocórdicos o abismo seria mais profundo.


“Sei de um rio, sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio, sei de um rio
Onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio…
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Sei de um rio, até quando”

Pedro Homem de Melo – letra

Alain Oulman – música

Camané – Interpretação no álbum “Sempre de mim”



Uma pedra no meu lago !! :))