Sob o crepúsculo lunar,
De uma qualquer lua do Universo,
Acossado por cânticos loucos
De invocações ancestrais dá-se
A génese do ser aquático,
Carpido de promessas de ventura.
Formosa, esguia figura que enlaça mortalmente
Os néscios que se deixam cativar,
Nas ondas do seu caudal!
E entoando as profecias da sua concepção
Finca as garras no sopro da vida alheia,
O néctar da sua sobrevivência!
Noiva estelar emergindo de águas
Pulsantes de obscuras formas de vida!
Irmã abençoada no altar do plenilúnio
Encoberta de véus flutuantes,
Ventos visíveis, magenta!
Na alquimia perfeita de sombra e pálida luz,
O clamor do nascimento, o abrir de olhos,
O expulsar da dormência!
Recoberta da vida marítima,
Em torno dos seus fiapos de cabelo, flutuando
Se dá o início, o primeiro passo...o caminho...o horizonte!