sábado, 6 de setembro de 2008

[Lacunar] - um desabafo...

Bloqueio mental (que me enraivece!!!!!!!!)
Devaneios nas pontas dos dedos, sem êxito!
Odeio-vos transeuntes do meu coração !
Por se passearem alheios ao espaço
Onde se comprimem ânsias, onde se destila desespero...
Incautos,lançam-me ardis - cortina de fumo desfiada -
Da distância e segurança em que se fincam,
Prendem-me o olhar, manipulam-me a vontade!
Ser pasmado diante de afirmações enlouquecidas
Ser arredado da felicidade com uma presunção superior
Blasfémica, anátema no pregão
Cáustica esfínge de olhar oblíquo

Declinar o gume do punhal para outra era :: afirmo ::

Sufoco em paradoxos linguísticos que teimam não vazar da minha cabeça,
Permeios lacunares da juventude...
Eu quero estender o cabelo ao vento do norte,
Ser arrebatada destas visões claustrofóbicas (rodopiar,rodopiar,rodopiar)
Aliviar a paranóia de ver e sentir (...) e poder acordar
Com o estalido do vento na minha janela!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Unfurl - Katatonia



Do EP "July" de 2007, o melhor mesmo é ouvir a música!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Perfeição


Retrato do que de melhor já projectei ao mundo...

Eu ainda recordo o espólio que segurava nas pontas dos caracóis e de como as minhas certezas se afiguravam lúcidas ilacções!

Revolvia o meu sorriso tão eloquentemente ... ser carinhoso, ser brilhante, ser ternurento... eu ainda recordo o que eu tinha ... a paz, a certeza, a bondade!





E quando sentia o sol nas minhas costas,
cantava com quantas cores eu conhecia então,
o solfejo da minha felicidade!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Feira Medieval de Santa Maria da Feira








Largo os meus rubros sonhos de pagã
Enquanto as aves poisam nos meus ombros

Em vão me sepultaram entre escombros
De catedrais de uma escultura vã

Ecos longinquos de ondas, de universos
Ecos de um mundo, de um distante além
De onde eu trouxe a magia dos meus versos

"Sou eu!" By Dwelling, do álbum Ainda é noite (poema de Florbela Espanca)








quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Inteligência Emocional

Começa o dia
Desperta-a-dor
O meu passeio matinal
Pelo teu corpo
Enquanto ficamos
Desinteressados da vida
Concentrados apenas na
Linguagem muito específica
Que escolhemos para
Nos entendermos
No nosso pequeno universo
Ilha de terra sanguínea
Presa ao melhor que há em nós
Rodeada do pior que há nos outros


in Diálogo de Vultos, Fernando Ribeiro

VULTOS....

- Manda embora o frio.
- Sim.

- Manda embora a violência.
- Sim.

- Manda embora a mentira.
- Sim.

- Manda embora o abismo.
- Sim.

- Deixa-me sentar.
- Senta-te.

- Deixa-te estar.
- Deixa-me ficar.



in Diálogo de Vultos, Fernando Ribeiro

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Night Queen


Once again the feeling came finding me dwelling in agony! My crown is useful, my wand is broken, my voice is fading and my heart is…corrupted!
Light up the torches, enlighten my path, for I shall return to the dungeons of fire.
And the elements that have created this queen, will melt this doomed fate! End this war!
No more spells for happiness, no more scrolls for eternity!
I have incited my fall in the first second that I allowed this feeling… conquering my blood, my tears and my submission!
Farewell daylight misery, I need to shut my eyes, return to my shell and stand for what I yearn – absolute vacuum- nothing!

Artemis in the twilight


“Querida Artemis, escrevo-te numa envolvência atmosférica prolifica em pensamentos obscuros...ao som de ‘The Dreadful Hours’ (My Dying Bride)...e penso em ti! É já impossível separar o que sinto por entre este som e o crepúsculo que vou admirando pela janela da minha clausura. Recordo com eterno deguste a primeira vez que falamos (ou trocámos apenas palavras escritas), a primeira vez que senti alguém estranhamente perto...
E não me arrependo da proveniência dessa introdução, pois se calhar a sua existência na minha vida apenas tenha sido a de proporcionar o meu encontro com um ser belo e sapiente. TU!!!!!
Apenas tenho a agradecer por seres parte do meu “mundinho”, por estares sempre presente, por partilhares as idas em busca de novos sons, novos lugares, novas pessoas e experiências. Vergonhas iniciais à parte, juntos destilamos um reportório ecléctico de assuntos, gostos, pensamentos, aprendizagens...vivências...sonhos (alguns) e pesadelos (imensos).
Tenho grande admiração pela mente aberta, sincera e honesta que tens, bem como tudo o que caracteriza a tua personalidade única.
Preciso da tua presença sempre que te seja possível pois tu compreendes o que sinto e até acredito, que às vezes, predizes o que penso...como se perscrutasses a minha alma levianamente.
Condeno situações efémeras e acredito que “nós” temos a força para perdurar no tempo...moverei gentilmente a alavanca do realejo para que o som embale suavemente os teus sentidos!
A quem mais agradecer a compreensão da minha esfera?do meu labirínto?da minha ignorância?da minha ânsia?das minhas dúvidas acizentadas?
Que a noite seja eterna, que o véu sobre nós reflicta os nossos pecados e nos redima em plena compaixão daquilo que somos...e dancemos no crepúsculo!”

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Reckless, Humanart, MOOSPELL 24 de Julho 2008 Maiact

Sob o olhar divinal e majestoso da Bride Eternal (e do ambiente trevoso de Memorial no fundo), as hostes reuniram-se para receber da banda principal a sua entrega e qualidade habituais.

Ao primeiro arranque da bombástica 'At tragic heights', e em tom profético, a voz do líder entoa como um troar do fundo da terra : "It is done"....

Foi com alegria partilhada (palavras e som) que apreciei a passagem pelos álbuns Wolfheart, Irreligious, Darkness and Hope, The Antidote, Memorial e claro Night Eternal.

Com frenético entusiasmo e afectação cervical (hahaha!!), deleitei-me ao som de : At Tragic Heights, Night Eternal, Scorpion Flower, First Light, Wolfheart, Love Crimes, Vampiria, Opium, Alma Mater, In Memoriam, Finisterra, Blood Tells, Nocturna, Full Moon Madness, Everything Invaded...

De salientar o acréscimo vocal da poderosa Carmen Simões (Ava Inferi) que em muito abrilhantou a noite e me fez encher de orgulho.

Noite repleta de boas sensações e de boas pessoas, sem as quais a noite não teria sido tão rica.

E ainda me ecoa na alma ..."noite eterna, primeira vida ainda por revelar. Noite eterna primeira sombra ainda por revelar"...


sábado, 12 de julho de 2008

Catatónico, Comatoso, Catártico


Míriade de verdades recalcadas entre soluços de lucidez, abandonam-me com o regaço esbatido num branco cadavérico. Ilusões precipitam-se na minha esfera, as gotículas que se evaporam no sentido anti-gravitacional...sem nunca tocarem a terra...

O meu pulso abranda o seu fluxo...desnudado, meu ser corpóreo contorce-se num espasmo involuntário e louco sentindo todo o luto em si. Sovado em todo o seu resquício de existência, em toda a plenitude da sua consciência, paralizado numa qualquer pedra de jazigo olhando o horizonte incapaz de se mover...observa compulsivamente os raios solares indiferentes ao mundo.

Raciocinar torna-se o movimento abstracto de num ano-luz articular imagens homólogas num nevoeiro denso de mentiras!

Em sublime anestesia do sentir, obnubilada, desfoco na minha visão o NADA que outrora fora o TUDO e permaneço em estadio embrionário e fetal com a companhia do NINGUÈM...soltando mais uma lânguida nota musical...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Quando te peço calada

Ficamos horas,
Abraçados no nada...

Suspensa no teu olhar
Abafo o desejo violento de fugir...
De me desenlaçar do teu mistério!
De te querer esquecer...!

Horas intermináveis de indecisão
Na luz furtiva de um olhar,
Na voz perene de uma promessa,
Na crueza do nosso diálogo.
Espreito a solidão que nos devora...
Numa supuração calamitosa
Embargo os ais do meu descontentamento!

E os candelabros...sinistros galhos de onde pende a lua
Iluminam um sorrir que se esconde.

Do alto da tua mirada
Acercas-me...e num rouco clamar
Sinto-te !sublimado! nesse teu manto velado
De angústias e abandono.

Envolve-nos aos dois...
...no teu vermelho...no teu azul...no teu negro...
Corpo recôndito e labiríntico
que se transforma quando te peço calada!

Aceita-me...

...no meu encanto...
...na minha humanidade...
...no cataclismo da nossa violência...

Comunicação não comunicada
De versos baratos e vãos,
De silêncios enquadrados.

Enseadas de desgosto
São a distância do sentir.

E o sentir (?)...o sentir os traços do teu rosto
São as memórias que alimentam
Os compassos da minha espera...

sábado, 14 de junho de 2008

AVA INFERI + The Godiva - Uptown bar - 13 de Junho 2008


O prelúdio da noite assalta-me as mãos desprotegidas...palavras do calvário do sofrimento espelhadas num branco e preto cru e verdadeiro! A vibração da expectativa espelha-se no meu olhar e os passos que dou parecem poucos para uma jornada (que almejo) de deguste auditivo, visual e humano! Assim jaz a minha ignorância, trucidada pelo calor e empatia de um fogo fátuo incandescente e aglutinador! Recompensa em cada bafejar de ondas ecléticas que induzem o balanço das massas. Obnubilada na alma prossigo observações e ilações no silêncio do meu olhar...sempre irei calar as emoções??? Retracção, cruel barreira, pueril e constrangedora em alguns momentos, resquícios de novidade no marasmo da minha existência. A voz que conduz o balançar do meu corpo...solta...leve...maravilhada...sorvendo gotículas de teclados perfeitos...raios luminosos de agudos indeléveis - mas sentindo o peso da realidade! Amanhã, alvorada perdida (?) será um fardo mais leve!