domingo, 12 de outubro de 2008
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Caverna Obscura
Recordar os dias em que todo o cansaço sucumbe perante a distância....
Esquecimento (!), esquecer-me de todos, esquecer até de mim e
Caminhar...
Pontuação peremptória de vírgulas nos afazeres quotidianos
Pontos finais na urbanidade (fica para trás finalmente!)
Respirar, realmente inspirar e expirar
Catalizador do sentir!
Recordar o sorriso,
Só meu,
Neste recôndito altar da Natureza!
Recordar o abraço das águas
E toda a vitalidade pulsante
Das suas marés...
Recordar a união
De uma lágrima (singela) com o vasto e profundo Oceano...
Esquecimento (!), esquecer-me de todos, esquecer até de mim e
Caminhar...
Pontuação peremptória de vírgulas nos afazeres quotidianos
Pontos finais na urbanidade (fica para trás finalmente!)
Respirar, realmente inspirar e expirar
Catalizador do sentir!
Recordar o sorriso,
Só meu,
Neste recôndito altar da Natureza!
Recordar o abraço das águas
E toda a vitalidade pulsante
Das suas marés...
Recordar a união
De uma lágrima (singela) com o vasto e profundo Oceano...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Ecos retumbam do passado
No silêncio das minhas horas, arrasto o meu manto de brocado pelas saletas palacianas do meu íntimo olhar.
Carrego nos braços a brisa da calcinação dos tempos idos e sorvo nos lábios a neblina do esquecimento.
Ergo a candeia da minha alma, num fogo crepitante de húmidas calcificações tácteis, para um pregaminho!!
Solenemente ,arranco a sua seiva pungente para me revitalizar de apoteótico estado febril em que sonho.
E eu, implacável arauto de bondade, curvo-me sobre os teus despojos e ilumino-te com a minha candeia!
Observo-te silenciosamente, sem receio, do recanto de mim mesma!
E distendo o meu braço para ti!
E ouço-te murmurar...e cada sílaba retumba no meu âmago...forte...grave...avassalador!
Eco do passado, amortizado, exasperado, destilado...e assim te entregas...puro sal da minha terra!
Carrego nos braços a brisa da calcinação dos tempos idos e sorvo nos lábios a neblina do esquecimento.
Ergo a candeia da minha alma, num fogo crepitante de húmidas calcificações tácteis, para um pregaminho!!
Solenemente ,arranco a sua seiva pungente para me revitalizar de apoteótico estado febril em que sonho.
E eu, implacável arauto de bondade, curvo-me sobre os teus despojos e ilumino-te com a minha candeia!
Observo-te silenciosamente, sem receio, do recanto de mim mesma!
E distendo o meu braço para ti!
E ouço-te murmurar...e cada sílaba retumba no meu âmago...forte...grave...avassalador!
Eco do passado, amortizado, exasperado, destilado...e assim te entregas...puro sal da minha terra!
domingo, 21 de setembro de 2008
Mãos

Emiscuir-me (deveria) de apurar pela digitalização
Impressionista de marmóreas vivências as
Conventuais conversas, ininteligiveis, no resguardo
De biombos propositados...
Flexores e extensores, graves movimentos contorcionistas
Alcançando volumptuosamente entranhas e pele, osso e carne
Material e imaterial, corpóreo e volátil,
A sagaz condição derramada entre vontades, sonhos e realidade!
As minhas mãos!
Apêndices oblongos, não discretos, gélidos mas ferverosos na essência!
A conexão justificada e fulcral procedente de autos,
Apaziguadora na vitalidade de um sopro
Ímpia (mas talvez corrompida) na serenidade de mortalhas exangues.
As nossas mãos!
Paralelismo de emoção nas redomas da felicidade!!!
Afinidade em êxtase, no balanço suave do toque!...
No reencontro tão esplêndido da Noite com o Dia,
Aqui te ofereço motejada ferida manual
O meu percurso altruista esculpido em rugas imperceptíveis.
Carpindo hediondos percursos erróneos de ontem
Ampliando o abraço para te receber hoje e amanhã!
Impressionista de marmóreas vivências as
Conventuais conversas, ininteligiveis, no resguardo
De biombos propositados...
Flexores e extensores, graves movimentos contorcionistas
Alcançando volumptuosamente entranhas e pele, osso e carne
Material e imaterial, corpóreo e volátil,
A sagaz condição derramada entre vontades, sonhos e realidade!
As minhas mãos!
Apêndices oblongos, não discretos, gélidos mas ferverosos na essência!
A conexão justificada e fulcral procedente de autos,
Apaziguadora na vitalidade de um sopro
Ímpia (mas talvez corrompida) na serenidade de mortalhas exangues.
As nossas mãos!
Paralelismo de emoção nas redomas da felicidade!!!
Afinidade em êxtase, no balanço suave do toque!...
No reencontro tão esplêndido da Noite com o Dia,
Aqui te ofereço motejada ferida manual
O meu percurso altruista esculpido em rugas imperceptíveis.
Carpindo hediondos percursos erróneos de ontem
Ampliando o abraço para te receber hoje e amanhã!
sábado, 20 de setembro de 2008
Complementar as nossas imperfeições
She told me why
She told me lies
Always take care of this
I told her howI've always stayed
Always waiting for nothing
When I get out of here
When I leave you behind
I'll find that the years passed us by
And I can, see youRunning through the fields of sorrow
Yes I can, see youRunning through the fields of sorrow
When you get out of here
When you leave me behind
You'll find that the years passed us by
When you get out of here
When you leave me behind
You'll find that those years passed us by
And I can, see youRunning through the fields of sorrow
Yes I can, see youRunning through the fields of sorrow
Dedicado ao Pedro S. e à Diana -voces sabem o que esta música representa. Adoro-vos!
Etiquetas:
Coil,
death metal,
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Opeth,
Watershed
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Fé
Tropeço em crenças e cogitações,
Constructo da essência de cânticos já profanados...
Sacerdotais sacrilégios nas brumas dementes da razão,
Encobrem cenários apoteóticos de loucos !!!
Muralhadas de decadência,
Recortadas nos reflexos das chamas pré-estivais
Anunciam a passagem de nobres linhagens!
Sons...
Cores...
Um jardim...
Sombra alada poisando entre o desterro
De vibrações ténues e breves,
Recortando-se entre a paisagem e
Imprimindo na sublimação interior
O sucalco do desvelo, perfeito, geométrico!
Crenças e cogitações do meu amanhã...sinto-vos em mim
Como a tensão que sinto ao fazer vibrar uma corda de guitarra!
Pulsante,violenta,representação abstracta – minha criação !
Constructo da essência de cânticos já profanados...
Sacerdotais sacrilégios nas brumas dementes da razão,
Encobrem cenários apoteóticos de loucos !!!
Muralhadas de decadência,
Recortadas nos reflexos das chamas pré-estivais
Anunciam a passagem de nobres linhagens!
Sons...
Cores...
Um jardim...
Sombra alada poisando entre o desterro
De vibrações ténues e breves,
Recortando-se entre a paisagem e
Imprimindo na sublimação interior
O sucalco do desvelo, perfeito, geométrico!
Crenças e cogitações do meu amanhã...sinto-vos em mim
Como a tensão que sinto ao fazer vibrar uma corda de guitarra!
Pulsante,violenta,representação abstracta – minha criação !
sábado, 6 de setembro de 2008
[Lacunar] - um desabafo...
Devaneios nas pontas dos dedos, sem êxito!
Odeio-vos transeuntes do meu coração !
Por se passearem alheios ao espaço
Onde se comprimem ânsias, onde se destila desespero...
Incautos,lançam-me ardis - cortina de fumo desfiada -
Da distância e segurança em que se fincam,
Prendem-me o olhar, manipulam-me a vontade!
Ser pasmado diante de afirmações enlouquecidas
Ser arredado da felicidade com uma presunção superior
Blasfémica, anátema no pregão
Cáustica esfínge de olhar oblíquo
Declinar o gume do punhal para outra era :: afirmo ::
Sufoco em paradoxos linguísticos que teimam não vazar da minha cabeça,
Permeios lacunares da juventude...
Eu quero estender o cabelo ao vento do norte,
Ser arrebatada destas visões claustrofóbicas (rodopiar,rodopiar,rodopiar)
Aliviar a paranóia de ver e sentir (...) e poder acordar
Com o estalido do vento na minha janela!
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Perfeição
Retrato do que de melhor já projectei ao mundo...
Eu ainda recordo o espólio que segurava nas pontas dos caracóis e de como as minhas certezas se afiguravam lúcidas ilacções!
Revolvia o meu sorriso tão eloquentemente ... ser carinhoso, ser brilhante, ser ternurento... eu ainda recordo o que eu tinha ... a paz, a certeza, a bondade!

E quando sentia o sol nas minhas costas,
cantava com quantas cores eu conhecia então,
o solfejo da minha felicidade!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Feira Medieval de Santa Maria da Feira


Largo os meus rubros sonhos de pagã
Enquanto as aves poisam nos meus ombros
Em vão me sepultaram entre escombros
De catedrais de uma escultura vã
Ecos longinquos de ondas, de universos
Ecos de um mundo, de um distante além
De onde eu trouxe a magia dos meus versos
"Sou eu!" By Dwelling, do álbum Ainda é noite (poema de Florbela Espanca)
Enquanto as aves poisam nos meus ombros
Em vão me sepultaram entre escombros
De catedrais de uma escultura vã
Ecos longinquos de ondas, de universos
Ecos de um mundo, de um distante além
De onde eu trouxe a magia dos meus versos
"Sou eu!" By Dwelling, do álbum Ainda é noite (poema de Florbela Espanca)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Inteligência Emocional
Começa o dia
Desperta-a-dor
O meu passeio matinal
Pelo teu corpo
Enquanto ficamos
Desinteressados da vida
Concentrados apenas na
Linguagem muito específica
Que escolhemos para
Nos entendermos
No nosso pequeno universo
Ilha de terra sanguínea
Presa ao melhor que há em nós
Rodeada do pior que há nos outros
in Diálogo de Vultos, Fernando Ribeiro
Desperta-a-dor
O meu passeio matinal
Pelo teu corpo
Enquanto ficamos
Desinteressados da vida
Concentrados apenas na
Linguagem muito específica
Que escolhemos para
Nos entendermos
No nosso pequeno universo
Ilha de terra sanguínea
Presa ao melhor que há em nós
Rodeada do pior que há nos outros
in Diálogo de Vultos, Fernando Ribeiro
VULTOS....
- Manda embora o frio.
- Sim.
- Manda embora a violência.
- Sim.
- Manda embora a mentira.
- Sim.
- Manda embora o abismo.
- Sim.
- Deixa-me sentar.
- Senta-te.
- Deixa-te estar.
- Deixa-me ficar.
in Diálogo de Vultos, Fernando Ribeiro
- Sim.
- Manda embora a violência.
- Sim.
- Manda embora a mentira.
- Sim.
- Manda embora o abismo.
- Sim.
- Deixa-me sentar.
- Senta-te.
- Deixa-te estar.
- Deixa-me ficar.
in Diálogo de Vultos, Fernando Ribeiro
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