Raramente abandonei a força,
Que me compelia sempre para
Concretizar a vontade...
E ela surgia, como vapor,
Em fumaças revitalizantes,
Em formas de condensação aprumada
Que preenchiam todo o meu vazio!
E quando ambas se abandonam,
Quando ambas as partes desistem, o que surge?
Neste vácuo, neste limbo vertiginoso,
Pergunto-me onde foi a vontade?
Terá finalmente ascendido à atmosfera?
E olho-me, distante, como se levitasse fora do corpo
À procura daquelas amarras que me deram sempre a
Lucidez que precisei...
E agora, é ele que me olha
:: És o único que me prende a "algo",És a única ligação para o futuro,És o único a partilhar a tua força comigo, És o único que vale a pena não perder ::E eu só peço para que esqueça
Aquela imagem fraca, perdida e sem respostas
Aquela estátua, aquele sorriso triste, aquele
Olhar vazio...
:: "Ver passar a vida faz-me tédio!" ::(Álvaro de Campos - Opiário)Mundo! Esquece-me!
Fala-me apenas se me puderes dar
O fruto da colheita que plantei à minha volta.
Com cada gesto, com cada momento de compreensão
Com cada pedaço de amor
Esvaído do meu coração!