...eu não te compreendo...arrancam-te as rosas, essas pessoas vis que só se sabem acossar para os actos maléficos...e mesmo assim quando te olho, lá está um novo rebento! Neste reparei hoje!
Não te percebo, revolta-te!!! Deixa-te ficar feia, para te dizerem "Que roseira murcha...parece só uma coroa de espinhos seca!" assim já não te tiravam a beleza pois não? Já eras igual a esses tais vis, já não provocavas inveja!
domingo, 24 de maio de 2009
XI
E assim passa, chorando, as noites belas, Sonhando uns tristes sonhos doloridos, E a reflectir nas góticas janelas As estrelas dos céus desconhecidos.
Pudesse eu ir sonhar também contigo E ter as mesmas pedras no jazigo.
(in 'Responso' - O livro de Cesário Verde e poesias dispersas, Cesário Verde)
domingo, 17 de maio de 2009
Em memória de uma das melhores prendas de anos que recebi este ano...só a companhia, foi em si, uma prenda mirífica...
6 de Maio de 2009
Oblique Rain
Banda portuguesa que surpreendeu pela positiva e foi, para mim, a verdadeira banda de abertura da noite (hummm sou tão má!!).
http://www.myspace.com/obliquerain
Anathema
Finalmente pude ver esta banda ao vivo! Tudo que se passou em palco superou qualquer devaneio de imaginação que tive no meu humilde lar. Aliás, Vincent causou-me arrepios por ter uma tremenda segurança na projecção da sua bela voz. A banda ficou particularmente tocada pela entrega e entusiasmo da plateia...quase ao ponto da lágrima por ver o coro unido de espectadores entoarem confiantes as letras das músicas.
(Fotos: Pedro de Sousa) Um espectáculo de luz e sombras, de passado e presente, de emoções... E esta música, hum acertou-nos como um meteorito :
Porque a vontade consciente me impele, Assim eu persigo a minha existência.
O agrilhoador fustiga-me com constantesmoralismos De opróbrio secularmente ultrapassados, Olhares oblíquos de desaprovação E toneladas de silêncios perturbadores.
Eu era, o eterno infante da bondade e sapiência, Perpetuado num cálido corpo supostamente indefeso! E o meu calor por já não te pertencer, Apunhalou de chofre o teu ego, Esbofeteou-te com a realidade que queriasIgnorar...
Protecção?!
Já não me consegues demolir, Porque a minha vontade finalmente se está a Emancipar, porque o silêncio subserviente já não Me serve no corpo! Já não me assenta no ímpeto da introspecção!
E se não tenho os teus aclamados valores É porque eu sou o meu próprio racionalismo! E tudo que já conquistei contra a tua vontade, São as vitórias da minha independência! E tudo que me fez feliz longe de ti, Não pode ser surripiado pelos ardisInvisíveis que ainda me queres lançar.
Por mais que te lamentes, Já me tinhas perdido, Eu já não sou tua, há séculos...
Confesso que sempre que reflicto na história que aqui subjaz concluo "isto é ética em anime" e isso faz-me contorcer os cantos dos lábios! Ah, como eu gostava que as aulas tivessem sido um pouquinho mais animadas com este exemplo...mas agora já lá vai!
Na 1ª imagem, as personagens Misa, Shinigami Ryukku, L. e Raito, compõem a trama central em volta de um caderno com o poder de matar aquele cujo nome esteja inscrito. Este caderno, o Death Note, foi lançado ao mundo dos humanos por um deus da morte - Ryukku - e encontrado por Raito. Este ao testar a sua eficácia e regras (imagem em baixo) dá asas aos seus desejos profundos de transformar o mundo em que vive e assume-se como o "deus do novo mundo", a entidade Kira.
Como em qualquer história na linha moralística do bem versus mal, Raito bate-se contra L.. Cada qual procurando vencer teimosamente o seu adversário. Há claramente a dualidade da justiça de Kira e da justiça legal defendida por L. Uma, baseia-se apenas na decisão de uma pessoa que não vê o poder de matar alguém como algo condenável mas como um meio para atingir um fim. O outro, a justiça que conhecemos, baseando-se no princípio do respeito pela vida humana, não compactua com tais actos.
Findos os (apenas) 37 episódios vejo a possibilidade de um próximo desenvolvimento, isto partindo apenas do conhecimento que existem vários Death Notes e que consoante os valores daqueles que os possuem, diferentes acontecimentos podem surgir...e normalmente interessantes...
Fica em jeito de desfecho este cartoon (clicar para ampliar)!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Apenas queria partilhar algo que li recentemente. Na revista Loud deste mês, na rúbrica 'The Eternal Spectator', Fernando Ribeiro (vocalista de Moonspell para os desatentos) elegeu algumas das melhores letras músicais de metal escritas. Entre elas uma que a minha pessoa também adora:
Esta foi a 1ª vez que li uma biografia e adorei por ter sido a de Nightwish, uma vez que, foi a 1ª banda de metal que me cativou (isto já há uns bons 7 anos).
Uma biografia permite sempre resumir os principais feitos de uma banda ao longo da sua jornada de trabalho. Nesta obra são retratados cerca de 10 anos de actividade, desde a sua concepção ao grandioso impacto musical que esta banda imprimiu por esse mundo fora.
A figura central da banda, o criador de toda a conceptualização, atmosfera e imagem, Tuomas Holopainen, vê neste projecto a cristalização de todos os seus sentimentos e vivências. Por isto mesmo, Tuomas sendo a figura que encerra em si uma criatividade ímpar na composição de harmonias e letras, tem também sobre os seus ombros o peso da decisão final em tudo que se relaciona com os membros da banda. Como é óbvio, refiro-me ao despedimento da vocalista Tarja Turunen e consequentemente à decisão da ocupação de seu lugar por Anette Olzon.
Gostos à parte, enfatizo a minha visão com a seguinte frase extraída da obra em questão : “...there’s always bound to be sopranos like Tarja around, but a songwritter like Tuomas is much harder to find.”.
O presente não pode nunca alterar ou apagar aquilo que esta banda me deu no passado, goste-se ou não daquilo que incluí os novos Nightwish.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
O olhar prescrutador dos mensuráveis e fugazes observadores, irão declinar sobre mim a sua lupa magnificadora...
Os imensos diálogos que ocorrem nesta mente esquiza e frenética, em velocidade cruzada, fazem com que me esqueça que os meus pares não estão a participar nesta comunicação lunática.
Então o meu silêncio e introspecção parecem ser um defeito terrível.
"E a ciência erguendo ao espaço Os claros olhos profundos, Co'a exactidão do compasso Mede as órbitas dos mundos."
(in A Musa III, 'A Musa em Férias - Sátiras e Idílios' de Guerra Junqueiro)
Adesso sono qui... (now here I am) An old dungeon hidden from all the light Thirteen candles enlighten the dark Shadows are playing their games on the wall And a shimmering glow fills the arch
Now, as night steps aside, and a new dawn will break Silently a new age of science awakes
Old theory that has been wrong Power of the Unniverse Will take me to the place where I belong
Through the clouds of lies and fear In silent moments it comes near
In my deepest hour of darkness They will shine... -Feel my scorn- Endlessly... Splenderanno...per aspera ad astra (they will shine through adversity and space) -The sword that killed the Unicorn-
His theories and knowledge Mean danger in these times And those accused of heresy Will no longer be alive Hide, hide your secrets well For in your darkest hour you should dwell
An old table covered with parchments and rolls The great one has children of four Callisto, Europa, Ganymed e Io The bright Unniverse to adore
CATACOMBE - a banda da noite sem dúvidas. Som experimental de grande valor, adornado por breves minutos pelo efeito "lamp light" que é como quem diz ---> tomem lá o som que é isso que realmente interessa. Palmas para a fantástica banda portuguesa!
www.myspace.com/catacombeband
A Storm of Light - ah sim diz que estava lá também o Mr. John dos Neurosis, mas eu fiquei deveras frustrada por ter sido quase "esbofeteada" com sons agudíssimos, falta de originalidade na parte vocal, já para não falar que a voz pouco se ouvia naquela parafernália amorfa de ruído (e eu que adoro Neurosis - fui ludibriada, aquele não era o John mas um clone alienígena).
Porque é que os Catacombe não tocaram a noite toda? Damn...
Alicerce construído pelo idóneo Homem Agrilhoando massas, conceitos, modas Permitindo compassar as vibrações, Normatizá-las, castrá-las, pautá-las!
("Time but a passage way, the beggining of the end. An end that never was. Time but a curve in space. We are forever eternal prisoners in time. We are forever caught in our cold inertia. Longing, hoping, waitting for noone" - by Jonas Renske in 'Age of Shadows', Ayreon)
Invisivelmente mastigando E esmigalhando ondas de espera, Sustendo o início do prelúdio do acontecer Vou... Tecer negativismos ao tempo e condená-lo A compensar as perdas. Vou... Encarcerá-lo numa caixa de metal E esquecer de o alimentar (muhahahaha...).