segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Into the Electric Castle


Pioneira de marchas fúnebres, da doce alcova dos enleios me ergo para noutra pele ser a diligência!
Carpideira de sonhos perdidos, no mar alvo de paisagens quebradas....pelo ritmo descompassado...vejo-me estatuária lágrima perdida!
Um instrumento de dor incompreendido, imensurável!

E vejo cenários raiados de sangue, sangue quente, sangue pulsátil, sangue viril...sangue amado!

A love with the warmth of blood!


My journey's over
I'm stantding on the edge
and close my eyes
to this world of lies

My will is broken

it's the end of all my dreams
my soul yearns
for the valley of the queens

My rose has withered
it will never bloom again
the soil is dry
time has come to die

My faith has left me
they've stolen all my dreams
oh lay me down
in the valley of the queens

My search has ended
my name is carved in stone
on the temple wall
beyond Osiris hall

No holy sunrays
will light my tomb of dreams
I won't return
from the valley of............the queens



Valley of the Queens - Ayreon

terça-feira, 16 de dezembro de 2008


Murmúrios na obscuridade do abraço
Revelam a tua fragilidade.
Com a voz trémula sobre a minha face
Mostras-me os teus medos, as tuas incertezas
A tua debilidade....
E quando te apresentas assim
Sem máscara, Com mácula,
Nestes momentos em que te mostras frágil,
Que abandonas a muralha de pedra que te
proteje do mundo,
Nestes momentos eu te amo ainda mais!!
Que maior prova de amor me podias dar?
Do que esta que só a mim confias-te...




"Depois... - abre os teus olhos, minha amada!

Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!"
(in Soneto de Amor, José Régio)

domingo, 14 de dezembro de 2008

THE GODIVA

Noite de 12 de Dezembro, Chá das Eiras, Porto....rever esta grande banda nacional será sempre um prazer!
Para os ignorantes (hihihihihi) aqui fica o site para consulta:

http://www.myspace.com/thegodiva



De facto não possuo qualquer tipo de arte e engenho para fotografar, mas basta premir o pequeno botão da máquina para poder, pelo menos, recordar uns pedacinhos dessa noite!

Podem adquirir o cd Spiral a um preço bastante acessível, fica aqui como sugestão de prenda de Natal, quiçá!!!!!!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Raramente abandonei a força,
Que me compelia sempre para
Concretizar a vontade...

E ela surgia, como vapor,
Em fumaças revitalizantes,
Em formas de condensação aprumada
Que preenchiam todo o meu vazio!

E quando ambas se abandonam,
Quando ambas as partes desistem, o que surge?

Neste vácuo, neste limbo vertiginoso,
Pergunto-me onde foi a vontade?
Terá finalmente ascendido à atmosfera?

E olho-me, distante, como se levitasse fora do corpo
À procura daquelas amarras que me deram sempre a
Lucidez que precisei...
E agora, é ele que me olha

:: És o único que me prende a "algo",
És a única ligação para o futuro,
És o único a partilhar a tua força comigo,
És o único que vale a pena não perder ::

E eu só peço para que esqueça
Aquela imagem fraca, perdida e sem respostas
Aquela estátua, aquele sorriso triste, aquele
Olhar vazio...

:: "Ver passar a vida faz-me tédio!" ::
(Álvaro de Campos - Opiário)

Mundo! Esquece-me!
Fala-me apenas se me puderes dar
O fruto da colheita que plantei à minha volta.
Com cada gesto, com cada momento de compreensão
Com cada pedaço de amor
Esvaído do meu coração!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

:: Obriguem-me a passar neste jardim, que continua a ser uma elevação de espírito! ::
:: E obriguem-me a não abraçar a obliquidade deste desterro dos céus, este abraço translúcido de particulas da atmosfera, lancinante purgante terreno...apenas pela condição física subsequente! ::
:: Obriguem-me a mostrar-vos o som que perpassa as minhas têmporas ,enquanto revisito este santuário desnudado de paredes...de sublime coloração...de aura apaziguadora! ::

She dies - Draconian

:: Obriguem-me a partilhar as palavras emergentes do momento, que desenham redondas inflexões em mim e fazem contorcer os lábios em inefável sorriso. ::
:: Porque até o sorriso, é preciso que se prenda nos contornos deliciosos das palavras. ::

She dies

The cold wind blew into my life, my adored.
A bleeding heart we share, now on Azrael’s wings.

I fall like autumn rain...
You are my everything.

This lovelorn kiss of death in lugubrious silence
Dawn breaks open like a wound... and the dreadful sun
Two souls entwined together,
Still so alone.

Both you and I are shattered
And frozen in stone.

You begged for air from within this cold tomb with pain sharp as a knife
I now lie resting like a child on thy womb, gave back a part of my life.

For a while it had disappeared, but nothing was changed.
A haze fell forever with her fading life.
I leaned my head back... then drank of opaline.
The emerald goddess came to me... she craved my soul
And just for a while... I had forgotten.
Yes, it was all forgotten, but nothing was changed.
Suddenly a cold breeze blew across our room...
It felt like I wanted to leave... this world with her.

Come drink with me the divine nectar of Olympus!
Sit beside me and help defy our adversity and loss...
This adversity and loss. It all ends with you!

I kiss you in your dying breath; sleeping quietly now.
Swept away by heavy eyelids; forever in my dreams...
And you will be safe in my dearest dreams...
My love... forever in my dearest dreams.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Our world is dying...

Hoje, como em qualquer destes últimos dias, acordei cedo...dormi pouco!! Não me movo, fico a escutar os ruídos da chuva e das pessoas que circundam o meu quarto.

Memórias que me deixam em torpor largos minutos, olhando do leito a chuva caír violentamente em sobressalto.

Um som invisível que me persegue desde ontem, mantém o seu pulsar na minha mente e associo-lhe a imagem!

Esta imagem....


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Finish Fire, Cinema Batalha - Porto

Em memória da magnânime FESTAROLA de dia 23 de Novembro de 2008

FALCHION

http://www.falchionband.com/

KIVIMETSÄN DRUIDI

http://www.kivimetsandruidi.com/site/

BATTLELORE

http://www.battlelore.net/

KORPIKLAANI

http://www.korpiklaani.com/

E para terem uma noção da entrega do público presente, saudações Happy Little Boozers you rock, vejam este vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=YywDrV8G5D8


BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER BEEEEEEEEEEEEEEEEEEER


Fotos by: Lady Candlelight de Sousa e Pedro de Sousa

domingo, 16 de novembro de 2008

"...tu para mim ainda és a destruidora de todas as sepulturas. Salvé, minha vontade! E só onde há sepulturas é que há ressurreições!..."

'Assim falava Zaratustra', Nietzche

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

TOOL



...do fantástico álbum Lateralus, de tempos em que a solidão escolar era intensa e pesarosa...mas com momentos suportáveis...Parabol, o prelúdio da cativante Parabola...

::PARABOL::

So familiar
And overwhelmingly warm
This one, this form I hold now
Embracing you, this reality here
This one, this form I hold now
So wide-eyed and hopeful
Wide-eyed and hopefully wild

We barely remember
What came before this precious moment
Choosing to be here
Right now
Hold on, stay inside

This body holding me
Reminding me that I am not alone in
This body makes me feel
Eternal, all this pain is an illusion

::PARABOLA::

We barely remember who or what came before this precious moment,
We are choosing to be here right now. hold on, stay inside...
This holy reality, this holy experience. choosing to be here in...

This body. this body holding me. be my reminder here that I am not alone in
This body, this body holding me, feeling eternal all this pain is an illusion.

Alive

This holy reality, in this holy experience. choosing to be here in...

This body. this body holding me. be my reminder here that I am not alone in
This body, this body holding me, feeling eternal all this pain is an illusion...
Of what it means to be alive

Swirling round with this familiar parable.
Spinning, weaving round each new experience.
Recognize this as a holy gift and celebrate this
Chance to be alive and breathing
Chance to be alive and breathing.

This body holding me reminds me of my own mortality.
Embrace this moment. remember. we are eternal.
All this pain is an illusion.

sábado, 1 de novembro de 2008

Thanatoschizo


Apresentação do álbum zoom code, na Fnac de Santa Catarina e Fnac do Norteshopping, na noite de Halloween...















sexta-feira, 31 de outubro de 2008

This is halloween, this is halloween....

...everybody make a scene...

Wait the witches at the feast
For the first winter's day
The first winter's sun
A-rising in the east
For Death has come for the summertime
And to take the leaves of spring
Hecate, Nemesis, Dark Mother take us in

Samhain, Inkkubus Sukkubus

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Presságio aguardado

Parisienne Moonlight - Anathema

Mente que prescruta, alma que cala...
Visão dormente (?) ou demasiado desperta (?)
Em que universo devo questionar?
Matemático, Filosófico, Humano, Mecanográfico,
Literário, Fantástico, Geológico, Biológico,
Social, Cultural, Espititual...................

Revivo, abespinho os nervos, movo-me freneticamente
no espaço que me confinaram, que me enclausura,
atormento as cálidas paredes que apenas me confinam
a sua tumular indiferença.

Um pressentimento de fim! Para quando?
Onde está a solicitude do meu pressagiado
olhar arrebatador?


Não!!!! Cala-te! Ouve! Sente! Olha! Aceita!
Vive o que existe e esquece o que
Estupidamente criaste
Na manta bordada de negra e vil dor com que cobriste a cabeça...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

AXIOMÀTICO

Estátua

Cal

Sangue

Amado

Homólogo

Enamorado


:: Cataclismo::


Pérgula

Conexão

Contracanto

União

Estrutura

Construção


“Leave me alone, i’m too tired for these crazy theories...” After Forever ‘Dreamflight'

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Fields of sorrow

...when I walk the Earth besides you milord, I am a better woman...




Regozijo-me em inversa apoplexia
Por serpenteantes trilhos
Que me entregam
O doce mutismo do teu sonhar...
Recolhidos ...eu contemplo-te com ufanoso abraço,
Com feminino desejo, no regaço recobrado,
No pestanejar que degusta
O esplendor da figura que observa!




...and i can see you running through the fields of sorrow...

Esventro palavras, Professo melodias

“Há palavras que requerem uma pausa e silêncio, e há outras palavras que é preciso afundar logo noutras palavras” – Raul Brandão – Húmus (1917)

Em nome da memorável noite – 8 de Outubro de 2008 – Teatro Sá da Bandeira

Dark Matter - Porcupine Tree

Alor nocturno a sacudir levemente as cinzas dos ombros,
Os passos a contorcerem-se numa ansiedade peculiar.
Descia o asfalto, cabisbaixa,
Anestesiada com a diminuta ideia de libertar inconsequentemente
Toda a gravidade do corpo,
Ser sorvida por um buraco negro, universo paralelo/alternativo.





Não sou mais eu, são imensuráveis dedos:
Massa anónima perante a revelação dos deuses,
Degustaremos o absinto divino?
Os primeiros acordes suspiram e o bramir do êxtase
Impele as vozes a excogitar o seu espaço.
Embevecidos por um torpor concupiscente,
Permitimos os corpos baloiçar na bruma, intocável melodia.




As despedidas, sombras a dissipar a carne,
A inumar desejos, a deixar-nos sós.
Aguardamos na eternidade dos dias
O revisitar da esfinge descalça:
Renovado ardor da guitarra.

Texto: Lady Artemis

Fotografia: Pedro de Sousa

domingo, 12 de outubro de 2008

Caverna Obscura - o som apaziguador

(no title) -


Caverna Obscura - Dargaard - álbum In Nomine Aeternitatis

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Caverna Obscura


Recordar os dias em que todo o cansaço sucumbe perante a distância....

Esquecimento (!), esquecer-me de todos, esquecer até de mim e
Caminhar...

Pontuação peremptória de vírgulas nos afazeres quotidianos
Pontos finais na urbanidade (fica para trás finalmente!)

Respirar, realmente inspirar e expirar
Catalizador do sentir!

Recordar o sorriso,
Só meu,
Neste recôndito altar da Natureza!
Recordar o abraço das águas
E toda a vitalidade pulsante
Das suas marés...

Recordar a união
De uma lágrima (singela) com o vasto e profundo Oceano...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ecos retumbam do passado


No silêncio das minhas horas, arrasto o meu manto de brocado pelas saletas palacianas do meu íntimo olhar.
Carrego nos braços a brisa da calcinação dos tempos idos e sorvo nos lábios a neblina do esquecimento.
Ergo a candeia da minha alma, num fogo crepitante de húmidas calcificações tácteis, para um pregaminho!!
Solenemente ,arranco a sua seiva pungente para me revitalizar de apoteótico estado febril em que sonho.
E eu, implacável arauto de bondade, curvo-me sobre os teus despojos e ilumino-te com a minha candeia!
Observo-te silenciosamente, sem receio, do recanto de mim mesma!
E distendo o meu braço para ti!
E ouço-te murmurar...e cada sílaba retumba no meu âmago...forte...grave...avassalador!
Eco do passado, amortizado, exasperado, destilado...e assim te entregas...puro sal da minha terra!

domingo, 21 de setembro de 2008

Mãos


Emiscuir-me (deveria) de apurar pela digitalização
Impressionista de marmóreas vivências as
Conventuais conversas, ininteligiveis, no resguardo
De biombos propositados...

Flexores e extensores, graves movimentos contorcionistas
Alcançando volumptuosamente entranhas e pele, osso e carne
Material e imaterial, corpóreo e volátil,
A sagaz condição derramada entre vontades, sonhos e realidade!

As minhas mãos!

Apêndices oblongos, não discretos, gélidos mas ferverosos na essência!
A conexão justificada e fulcral procedente de autos,
Apaziguadora na vitalidade de um sopro
Ímpia (mas talvez corrompida) na serenidade de mortalhas exangues.

As nossas mãos!

Paralelismo de emoção nas redomas da felicidade!!!
Afinidade em êxtase, no balanço suave do toque!...
No reencontro tão esplêndido da Noite com o Dia,
Aqui te ofereço motejada ferida manual
O meu percurso altruista esculpido em rugas imperceptíveis.
Carpindo hediondos percursos erróneos de ontem
Ampliando o abraço para te receber hoje e amanhã!

sábado, 20 de setembro de 2008

Complementar as nossas imperfeições

She told me why

She told me lies

Always take care of this

I told her howI've always stayed

Always waiting for nothing

When I get out of here

When I leave you behind

I'll find that the years passed us by

And I can, see youRunning through the fields of sorrow

Yes I can, see youRunning through the fields of sorrow

When you get out of here

When you leave me behind

You'll find that the years passed us by

When you get out of here

When you leave me behind

You'll find that those years passed us by

And I can, see youRunning through the fields of sorrow

Yes I can, see youRunning through the fields of sorrow

Dedicado ao Pedro S. e à Diana -voces sabem o que esta música representa. Adoro-vos!

terça-feira, 16 de setembro de 2008


Tropeço em crenças e cogitações,
Constructo da essência de cânticos já profanados...
Sacerdotais sacrilégios nas brumas dementes da razão,
Encobrem cenários apoteóticos de loucos !!!
Muralhadas de decadência,
Recortadas nos reflexos das chamas pré-estivais
Anunciam a passagem de nobres linhagens!
Sons...
Cores...
Um jardim...
Sombra alada poisando entre o desterro
De vibrações ténues e breves,
Recortando-se entre a paisagem e
Imprimindo na sublimação interior
O sucalco do desvelo, perfeito, geométrico!
Crenças e cogitações do meu amanhã...sinto-vos em mim
Como a tensão que sinto ao fazer vibrar uma corda de guitarra!
Pulsante,violenta,representação abstracta – minha criação !